

Uma grande operação policial realizada entre segunda e terça-feira, 28 e 29 de outubro, nas comunidades do Complexo do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou um saldo trágico de mais de 100 mortos, incluindo suspeitos e quatro policiais.
A ação, considerada uma das maiores da história do estado, envolveu cerca de 2,5 mil agentes de diversas forças de segurança, com o objetivo de cumprir mandados de prisão contra integrantes de facções criminosas que atuam na região.
De acordo com informações preliminares, confrontos intensos ocorreram durante todo o dia, e moradores relataram tiroteios, barricadas e dificuldades de locomoção. Muitos afirmaram que precisaram se abrigar dentro de casa, enquanto helicópteros sobrevoavam as comunidades.
Em algumas áreas, moradores relataram ter encontrado dezenas de corpos em regiões de mata próximas à Penha. Estima-se que o número total de mortos possa ultrapassar 130 pessoas, entre suspeitos, civis e agentes de segurança.
A Secretaria de Segurança Pública do estado afirmou que a operação teve como foco a desarticulação de um grupo que estaria planejando ataques contra bases policiais e o roubo de cargas na região metropolitana.
Organizações de direitos humanos pediram investigação sobre as mortes e o modo como a ação foi conduzida. Já o governo estadual classificou a operação como “a maior ofensiva contra o narcoterrorismo” no Rio de Janeiro.
O clima nas comunidades segue tenso, com escolas e comércios fechados. Moradores ainda relatam a presença de corpos em áreas isoladas e cobram atuação das autoridades para a retirada das vítimas e o restabelecimento da segurança.